Leitura da Profecia de Daniel
sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo
Leitura da Profecia de Daniel
sábado, 14 de Novembro de 2009
Dom. XXXIII Tempo Comum - Ano B
Leitura da Profecia de Daniel
Naquele tempo, surgirá Miguel, o grande chefe dos Anjos, que protege os filhos do teu povo. Será um tempo de angústia, como não terá havido até então, desde que existem nações. Mas nesse tempo, virá a salvação para o teu povo, para aqueles que estiverem inscritos no livro de Deus. Muitos dos que dormem no pó da terra acordarão, uns para a vida eterna, outros para a vergonha e o horror eterno. Os sábios resplandecerão como a luz do firmamento e os que tiverem ensinado a muitos o caminho da justiça brilharão como estrelas por toda a eternidade.
SALMO RESPONSORIAL Salmo 15 (16), 5.8.9-10.11 (R. 1)
Refrão: Defendei-me, Senhor: Vós sois o meu refúgio.
Ou: Guardai-me, Senhor, porque esperei em Vós.
Senhor, porção da minha herança e do meu cálice,
está nas vossas mãos o meu destino.
O Senhor está sempre na minha presença,
com Ele a meu lado não vacilarei.
Por isso o meu coração se alegra
e a minha alma exulta
e até o meu corpo descansa tranquilo.
Vós não abandonareis a minha alma
na mansão dos mortos,
nem deixareis o vosso fiel sofrer a corrupção.
Dar-me-eis a conhecer os caminhos da vida,
alegria plena em vossa presença,
delícias eternas à vossa direita.
LEITURA II Hebr 10, 11-14.18
Leitura da Epístola aos Hebreus
Todo o sacerdote da antiga aliança se apresenta cada dia para exercer o seu ministério e oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca poderão perdoar os pecados. Cristo, ao contrário, tendo oferecido pelos pecados um único sacrifício, sentou-Se para sempre à direita de Deus, esperando desde então que os seus inimigos sejam postos como escabelo dos seus pés. Porque, com uma única oblação, tornou perfeitos para sempre os que Ele santifica. Onde há remissão dos pecados, já não há necessidade de oblação pelo pecado.
EVANGELHO Mc 13, 24-32
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Naqueles dias, depois de uma grande aflição, o sol escurecerá e a lua não dará a sua claridade; as estrelas cairão do céu e as forças que há nos céus serão abaladas. Então, hão-de ver o Filho do homem vir sobre as nuvens, com grande poder e glória. Ele mandará os Anjos, para reunir os seus eleitos dos quatro pontos cardeais, da extremidade da terra à extremidade do céu. Aprendei a parábola da figueira: quando os seus ramos ficam tenros e brotam as folhas, sabeis que o Verão está próximo. Assim também, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o Filho do homem está perto, está mesmo à porta. Em verdade vos digo: Não passará esta geração sem que tudo isto aconteça. Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão. Quanto a esse dia e a essa hora, ninguém os conhece: nem os Anjos do Céu, nem o Filho; só o Pai».
Leitura I
Durante toda a vida, Deus teve presente o projecto de cada homem, de cada um dos seus filhos. Por sua vez, estes vão respondendo com a confiança e fidelidade de quem se entrega nas Suas mãos.
Miguel é o chefe do exército dos Anjos, ou seja, sinal da máxima protecção de Deus, pois este é o mensageiro que anuncia a acção e a eficácia da mão poderosa, próxima e carinhosa do Senhor.
O Povo de Deus sentiu-se perseguido, tendo por isso passado alguns tempos de angústia e desespero. Mesmo assim, esperavam a Salvação, a ressurreição, a vida nova e eterna. Este “dormir no pó da terra” de que o profeta Daniel nos fala, simboliza a natureza do homem nascido do pó da terra, do barro (Adamah»Adam»Adão»Terra/barro vermelho que servia para construir imagens). Os sábios, são todos aqueles que nascidos do pó da terra, das mãos de Deus, acordam do sono para uma vida nova, sem igual, em que o Baptismo é mergulho de amor.
Tal como o Povo de Deus esperava a salvação, também nós devemos buscar todos os dias a morte do que não é bom, preparando-nos para o DIA da ALEGRIA !
Salmo Responsorial
A esperança do Povo de Deus é cantada no Salmo 15(16). Os momentos de espera, de silêncio e vazio fazem parte das nossas vidas e não motivo para desanimar, pois é neles que se renasce e se cresce!
Durante o final do Tempo Comum está presente o sentido do alerta, da esposa que espera o seu marido e de todos aqueles que estão preparados de lâmpadas acesas.
Que a nossa vida seja oração! Se é oração, não pode parar, pois seria morrer… A confiança em Deus é bastante para alimentar e saciar todas as fomes e fraquezas.
- Guardai-me, Senhor! Pega-me ao colo como criança simples e verdadeira!
Leitura II
Como já tivemos oportunidade de verificar, o Sacerdócio de Jesus é plena remissão dos nossos pecados. É o único capaz de nos remir e possibilitar a Salvação, este dom tão gratuitamente belo e comprometedor. Ao tomar-mos consciência da missão que o Senhor tem para nós, não ficaremos de modo algum insensíveis ao seu convite. Realmente, o Senhor convida-nos, livremente, com amor ao próprio amor. Ora, se tal convite é realizado com amor, não será merecedor de uma resposta com amor? Este amor não é algo de “torridamente gasoso”, mas algo que no interior de cada um de nós nos exige o compromisso, a entrega e a confiança.
Esta semana deve ter sido para toda a Igreja de intensa oração pelos Seminários. A oração que os cristãos realizam durante esta semana é dirigida a Deus como quem roga mais trabalhadores e mais santos e humildes administradores da sua Graça. Ao falarmos de seminaristas, falamos dos seus pais, das suas famílias, comunidades, formadores e amigos. Todos estes são incluídos nesta prece e ao pedir-mos a Deus tal graça que é o despertar do nosso Baptismo, deveremos sentirmo-nos altamente implicados e provocados pelo convite que Deus faz no coração de cada um de nós.
“Não ouves o Senhor a dizer-te ao ouvido: vem e segue-Me” ?
Evangelho
São Marcos vem atirar mais lenha para a fogueira.
Esta fogueira foi acesa na noite de Páscoa e continua até hoje… Nestes dias, a liturgia tem-nos alertado para a vigilância e tem colocado os nossos corações em sobressalto com estas palavras: “Vigiai e orai em todo o tempo, para poderdes comparecer diante do Filho do Homem” (Lc 21, 36). Marcos vem ajudar a acordar do sono; daquele sono no pó da terra, na natureza humana mas não original.
A espera nem sempre é fácil de compreender e de acolher pois ansiamos por soluções rápidas, eficazes, eternas e que não nos comprometam. Ora, isto não é de Deus nãos dos seus filhos. A espera é terreno fértil, pois é adubado pelo sopro de Deus e pelo espaço que LHE damos para que ore a sua vontade nos nossos corações. Está visto que necessitamos de colocar as mãos ao trabalho e assim, tornar activo o nosso baptismo que tantas vezes fica nas fotografias e naquela vela que tem uma fita e que está dentro de uma caixa de papelão guardada na gaveta das recordações…
Este brotar das folhas da figueira pode ser comparado com a nossa fé. A figueira tem propriedades um pouco interessantes:
- Madeira: é fraca e mole;
- Ramos: são ocos por dentro mas até servem para encabar foicinhas para cortar o trigo e as ervas más;
- Folhas: são grandes e oferecem uma sombra para descansar;
- Fruto: é muito bom e tem várias aplicações.
Analisando as suas propriedades podemos concluir que apesar da madeira ser frágil até dá boa sombra e bom fruto. Também podemos ser vistos assim: fracos, frágeis mas com utilidade para os outros. O Senhor virá quando brotarem as folhas da figueira, quando o nosso Baptismo estiver à flor da pele! O Seminário não é apenas uma casa, é uma comunidade presidida por Jesus. Quem deixa que a exigência do seminário passe por si cresce, mas sem a oração pessoal e da Igreja não é possível aguentar este aperto, pois crescer dói!
Sendo assim, é importante cada um sentir-se no projecto de Deus, no Seu coração. Não se pense que o correcto será esperar sentado à espera do dia da Ressurreição, pois se se não morre em cada dia para o que é menos bom em nós, nunca faremos a nossa Páscoa, pois não se está em vigia, com as lâmpadas do coração e da oração acesas! Vigiai e orai!
- Consigo permanecer em vigia?
- Eu quero crescer ou já desisti com receio da possível dor?
- O meu Baptismo já brota em verdes folhas que anunciam abundantes flores e bom frutos?
- Para ti, jovem (de idade ou de espírito) rapaz: Já pensaste em te ofereceres aos outros? Porque não como Padre?
Eterno e bom Senhor, Tu que sempre em nós depositas a confiança e de nós apenas esperas a felicidade de sermos teus filhos, auxilia-nos na peregrinação até à Jerusalém Celeste, a terra dos ressuscitados, ao sentirmo-nos chamados e enviados como estrelas que brilham por toda a eternidade.
sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
XXXII Dom. do Tempo Comum - Ano B
Naqueles dias, o profeta Elias pôs-se a caminho e foi a Sarepta. Ao chegar às portas da cidade, encontrou uma viúva a apanhar lenha. Chamou-a e disse-lhe: «Por favor, traz-me uma bilha de água para eu beber». Quando ela ia a buscar a água, Elias chamou-a e disse: «Por favor, traz-me também um pedaço de pão». Mas ela respondeu: «Tão certo como estar vivo o Senhor, teu Deus, eu não tenho pão cozido, mas somente um punhado de farinha na panela e um pouco de azeite na almotolia. Vim apanhar dois cavacos de lenha, a fim de preparar esse resto para mim e meu filho. Depois comeremos e esperaremos a morte». Elias disse-lhe: «Não temas; volta e faz como disseste. Mas primeiro coze um pãozinho e traz-mo aqui. Depois prepararás o resto para ti e teu filho. Porque assim fala o Senhor, Deus de Israel: ‘Não se esgotará a panela da farinha, nem se esvaziará a almotolia do azeite, até ao dia em que o Senhor mandar chuva sobre a face da terra’». A mulher foi e fez como Elias lhe mandara; e comeram ele, ela e seu filho. Desde aquele dia, nem a panela da farinha se esgotou, nem se esvaziou a almotolia do azeite, como o Senhor prometera pela boca de Elias.
SALMO RESPONSORIAL: Salmo 145 (146), 7.8-9a.9bc-10 (R. 1 ou Aleluia)
O Senhor faz justiça aos oprimidos,
EVANGELHO (Forma longa): Mc 12, 38-44
quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
"Pois a pobreza é um grande clarão que vem do interior..."
sábado, 31 de Outubro de 2009
Solenidade de Todos os Santos
Leitura do Apocalipse de São João
LEITURA II 1 Jo 3, 1-3
Leitura da Primeira Epístola de São João
Caríssimos:Vede que admirável amor o Pai nos consagrouem nos chamar filhos de Deus.E somo-lo de facto.Se o mundo não nos conhece,é porque não O conheceu a Ele.Caríssimos, agora somos filhos de Deuse ainda não se manifestou o que havemos de ser.Mas sabemos que, na altura em que se manifestar,seremos semelhantes a Deus,porque O veremos tal como Ele é.Todo aquele que tem n’Ele esta esperançapurifica-se a si mesmo,para ser puro, como Ele é puro.
EVANGELHO Mt 5, 1-12a
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte e sentou-Se.Rodearam-n’O os discípulose Ele começou a ensiná-los, dizendo:«Bem-aventurados os pobres em espírito,porque deles é o reino dos Céus. Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a terra. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça,porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos,porque alcançarão misericórdia.Bem-aventurados os puros de coração,porque verão a Deus.Bem-aventurados os que promovem a paz,porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça,porque deles é o reino dos Céus. Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa,vos insultarem, vos perseguireme, mentindo, disserem todo o mal contra vós. Alegrai-vos e exultai,porque é grande nos Céus a vossa recompensa».
Reflexão
Uma leitura joanina deve antever uma linguagem simbólica, pela qual Deus passa e ensina o seu povo. Nesta passagem do Apocalipse revemo-nos como Povo de Deus, os escolhidos e chamados à ressurreição.
Todos os baptizados (nós) têm este selo de Deus que o Mensageiro de Deus trazia; este selo é, em nós, o Baptismo, sinal do resgate e da vocação à santidade. Nós somos os que foram marcados, todos os que abraçam a graça gratuita da salvação de Deus. Estes 144000 é o sinal de toda a humanidade, não quer representar nenhuma restrição do número de pessoas…não se pode “conceber” que Deus determine um número de almas salvas, como alguns afirmam…seria sinal da incompetência da Ressurreição. A Santidade não é específica de uma nação nem de uma língua! A Santidade é própria do Povo de Deus que só fala uma língua: o AMOR.
Nós somos os de “túnicas brancas”, os que se entregam a Deus e banham-se no Baptismo Pascal, mergulhando e renascendo no Sangue puríssimo e salvífico de Jesus, Cordeiro Pascal e vítima única.
Nós somos os de “palmas na mão”, mártires da fé, testemunho do escândalo da ressurreição…Vamos confiantes até ao banquete da mesa celeste, até á comunhão perfeita com todos os (outros) santos.
Salmo
O Salmo 23(24) é um convite à subida da montanha, ao encontro com o Pastor que guia, protege e alimenta o seu rebanho, os seus escolhidos. Na Solenidade de Todos os Santos somos chamados a tomar consciência de que somos o Corpo de Cristo, que caminha na Terra, e de que é do Céu que somos chamados. É Jesus que nos congrega, vem ao nosso encontro e nós ceamos com Ele.
É motivo para que, depois de cantarmos o refrão deste Salmo, questionemos o Senhor: “Quem habitará no seu santuário?”. Esta nossa questão é sinal de maturidade e de anseio de Deus, mas não se confunda o desejo de habitar na Casa do Senhor como o desejo de ocupar os primeiros e melhores lugares afim de nos servirmos. De certeza que Ele nos apontará o caminho, fazendo do Evangelho lâmpada para a caminhada.
Leitura II
A Solenidade da renovação do nosso Baptismo deverá ser momento de revisão e de confirmação da esperança que animou (deu alma) todos aqueles que nos antecederam.
Nós somos os beneficiados da entrega de Jesus, mas também do tesouro dos mártires, ou seja, do testemunho de todos aqueles que se empenharam em preparar o convívio de todos os Santos (dos baptizados), no Reino dos Céus.
João, na sua epístola, leva-nos a despertar para este amor que faz de nós filhos de Deus. Este amor tem um rosto, que nós não conseguimos “ver” perfeitamente, mas sabemos que Ele nos chama e está presente nos nossos irmãos.
A humildade deve ser a nossa defesa, a fim de não nos preocuparmos demasiadamente com o alcançar do rosto físico de Deus, pois quanto mais nos afastamos nesta procura mais nos afastamos daqueles em que Ele está presente.
Ver a Deus é ver os irmãos, na esperança pascal da ressurreição e da eterna comunhão. Verónica é modelo de quem quer ver o rosto do Senhor e o rosto de Jesus gravado na toalha representa o desejo de ver o Senhor na sua plenitude: na entrega; nós caminhando vamos tentando gravá-LO no coração.
Evangelho
A paternidade de Deus e o caminho da Santidade são as chaves para viver devidamente o dia de Todos os Santos.
O nosso baptismo é claramente o sinal da paternidade de Deus a nosso respeito, pois é a maior graça que d`Ele recebemos. A partir do Baptismo recebemos tudo o resto; é por ser-mos seus filhos que nos chama à santidade, tal como um pai quer o melhor para os seus filhos e deseja que seja e viva melhor do que ele. É na certeza de filhos de Deus que caminhamos no trajecto de salvação, de ressurreição, de vida nova. O baptismo se não for constantemente renovado pela Reconciliação, pela Eucaristia e pelo o testemunho cristão diário (a TODO o TEMPO) não vale nada! E, o argumento “Eu tenho a minha fé” não é dignificante para o baptizado, pois é negar a irmandade e por conseguinte rejeitamos a paternidade de Deus.
Realmente, o cristão deve ser um novo discípulo, que apenas Jesus se sente, ele rodeia-O para aprender d`Ele. Com esta Solenidade, o Senhor tem um grande ensinamento para cada um de nós: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus”. Esta bem-aventurança vem responder à busca presente na epístola de João, pois procura ver o rosto puro de Deus…aqui está o caminho. Difícil é permanecer nesta bem-aventurança e não praticar a mal-aventurança. São dois caminhos que nos podem parecer iguais, mas conduzem-nos a destinos bastante diferentes. Como filhos de Deus e santos pelo baptismo, somos capazes de afirmar com toda a intensidade e compromisso “eu quero isto” e “Eu não quero isto”. E, se alguém perguntar o porquê, basta-nos responder “porque sou filho de Deus” e “é grande nos Céus” a minha recompensa.
Irmãos, o cristão é um bem-aventurado que anseia e prepara continuamente a felicidade e a comunhão eternas.
sábado, 24 de Outubro de 2009
Dom. XXX do Tempo Comum - Ano B
Leitura do Livro de Jeremias
SALMO RESPONSORIAL Salmo 125 (126), 1-2ab.2cd-3.4-5.6 (R. 3)
Refrão: Grandes maravilhas fez por nós o Senhor, por isso exultamos de alegria
Ou: O Senhor fez maravilhas em favor do seu povo
Quando o Senhor fez regressar os cativos de Sião,
parecia-nos viver um sonho.
Da nossa boca brotavam expressões de alegria
e dos nossos lábios cânticos de júbilo.
Diziam então os pagãos:
«O Senhor fez por eles grandes coisas».
Sim, grandes coisas fez por nós o Senhor,
estamos exultantes de alegria.
Fazei regressar, Senhor, os nossos cativos,
como as torrentes do deserto.
Os que semeiam em lágrimas
recolhem com alegria.
À ida vão a chorar,
levando as sementes;
à volta vêm a cantar,
trazendo os molhos de espigas.
II LEITURA Hebr 5, 1-6
Leitura da Epístola aos Hebreus
EVANGELHO Mc 10, 46-52
A profecia de Jeremias, proclamada na Liturgia da Palavra deste Domingo, é uma profecia de esperança e consolação para o Povo do Senhor. O Deus fiel, o Pai misericordioso intervém na história de Israel para que o seu Povo, exilado na Babilónia, regresse à Terra Prometida. Para nós, as palavras do profeta são um convite claro a caminharmos na confiança e na alegria, ainda que tantas vezes continuemos cativos do nosso pecado, da tristeza ou do sofrimento, pois o Senhor permanece connosco e conduz a nossa história segundo os desígnios do seu amor. Para fazer a experiência desta alegria transbordante é necessário estarmos disponíveis para sermos resgatados do mal e da morte pelo amor de Deus, que nos criou e nos recria, em cada momento, com um verdadeiro acto de confiança naquilo que somos e podemos chegar a ser.
Salmo
O Salmo 125(126) canta a alegria de Israel, que louva as maravilhas que Deus realiza em seu favor. O Povo do Senhor percebe que a sua história é uma História de Salvação, uma história onde o verdadeiro protagonista é Deus que o chama a uma vida mais feliz, experimentada na fidelidade ao Deus da Aliança. O salmista relembra-nos a fecundidade das nossas lágrimas, da dor que sentimos inúmeras vezes, quando procuramos ser coerentes com o Projecto de Deus; o sofrimento que experimentamos pode fazer germinar em nós sementes de eternidade, se lhe dermos o sentido da doação e do amor.
II Leitura
O autor sagrado exorta os cristãos, nesta passagem da Carta aos Hebreus, a contemplar o mistério do sacerdócio de Cristo, que coloca no Coração de Deus tudo aquilo que somos, e a redescobrir a beleza do sacerdócio que nós mesmos recebemos pelo Baptismo. Tal como Jesus, que experimentou em si a nossa fragilidade humana e a força de se saber Filho de um Pai fiel e misericordioso, também somos convidados a viver como filhos de Deus, como testemunhas da sua compaixão junto dos irmãos. Hoje é necessário continuarmos a descobrir este amor imenso do Senhor que nos chama a darmos de nós mesmos para que os outros cheguem a encontrar o caminho que revela a beleza e a ternura do rosto do Deus verdadeiro.
Evangelho
Marcos, ao concluir o seu relato da subida de Jesus para Jerusalém, apresenta-nos, neste XXX Domingo do TC, a cura do cego Bartimeu no caminho para a Cidade Santa. Este cego que, abandonado à beira do caminho, pede esmola para sobreviver, descobre em Jesus uma esperança radicalmente nova para a sua vida e não deixa que nada nem ninguém lhe tirem a oportunidade de confiar nessa luz que, embora não vendo, sente no seu coração. Bartimeu não tem medo de gritar a miséria da sua cegueira, pedindo a Jesus não só a visão, mas sobretudo o dom de uma vida digna e com sentido. Uma vez mais, Jesus pronuncia as palavras portadoras da cura que restitui ao cego a visão e, acima de tudo, lhe oferece a possibilidade de viver, pela fé, uma experiência de Deus que renova a sua vida. A nós cristãos, que, por entre luzes e sombras, caminhamos no seguimento comprometido de Jesus, é-nos dirigido o apelo a darmos o salto da fé, renunciando à cegueira dos nossos horizontes mesquinhos e limitados, do nosso egoísmo estéril, do narcisismo que procura o sucesso vazio, para acolhermos a esperança de uma eternidade vivida desde o momento presente, nas situações e acontecimentos que fazem, hoje, a nossa história. Basta queremos e confiarmos a determinação da nossa vontade ao poder do amor de Deus, que ultrapassa tudo aquilo que podemos esperar ou imaginar.
- O que te faz permanecer ainda cativo? Já te dispuseste a ser parte da multidão que regressa aos braços do Pai, onde o amor tudo recria?Pistas para a Reflexão:
- A tua fragilidade fecha-te no egoísmo ou aproxima-te dos irmãos, frágeis como tu e necessitados da tua compaixão? Quando perceberás que o teu Baptismo te confiou a missão de seres sacerdote, a construir pontes entre Deus e os homens?
- Cego, caído à beira do caminho, à espera que os outros ou Deus façam aquilo que não te decides a começar pelas tuas próprias mãos: ainda é este o teu retrato? Quando darás o salto da fé e acolherás a esperança que nunca se extingue, pelo seguimento de Jesus até ao dom total da vida?
Pai fiel e rico em misericórdia,
aumenta em nós a fé, a esperança e a caridade;
e para merecermos alcançar as Tuas promessas
faz-nos amar o que nos revelas, pela Tua Palavra de Vida.
Isto Te pedimos pela fé que temos em Jesus Cristo,
Teu Filho e nosso irmão, Ele que é Deus conTigo,
na unidade do Espírito Santo. Amen.
sexta-feira, 16 de Outubro de 2009
Dom. XXIX Tempo Comum - Ano B
Leitura do Livro de Isaías
SALMO RESPONSORIAL Salmo 32 (33), 4-5.18-19.20.21 (R. 22)
Refrão: Desça sobre nós a vossa misericórdia,
porque em Vós esperamos, Senhor.
A palavra do Senhor é recta,
da fidelidade nascem as suas obras.
Ele ama a justiça e a rectidão:
a terra está cheia da bondade do Senhor.
Os olhos do Senhor estão voltados
para os que O temem,
para os que esperam na sua bondade,
para libertar da morte as suas almas
e os alimentar no tempo da fome.
A nossa alma espera o Senhor:
Ele é o nosso amparo e protector.
Venha sobre nós a vossa bondade,
porque em Vós esperamos, Senhor.
LEITURA II Hebr 4, 14-16
Leitura da Epístola aos Hebreus
EVANGELHO - Forma longa - Mc 10, 35-45
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
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